terça-feira, 9 de novembro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Coisas deles

Pachinko

Já sabíamos da pequena obsessão por esta variante complicada de flippers. O que não conhecíamos era a loucura que reina em torno destas casas. O vício é muito e em todos os cantos existem casas pachinko, algumas com muitos andares. São barulhentas, empestadas de fumo e coloridas.
Este jogo gera receitas maiores que a industria automóvel do país. Pelos vistos, existem profissionais no assunto e apesar do jogo tipo casino ser ilegal no Japão existem formas de subverter a questão: as esferas amealhadas são trocadas por bens (gadgets electrónicos, bonecos ou comida) que depois são trocados por dinheiro noutras casas. Este artigo diz como são as coisas.






Estes vídeos do YouTube são bons: o primeiro mostra uma casa pachinko antes das bombas H, o segundo é de 1960 e o último é uma sequência do filme Tokyo Ga do Wim Wenders.











Máquinas de pescar

Comum ao pachinko e quase sempre lado a lado com este são as casas com máquinas de pinças para pescar, sobretudo, bonecos (e peluches gigantes) mas também as há para pescar comida, chocolates, relógios ou electrónicas... eles gostam daquilo :)














Fotos instantâneas manipuladas

Outro tipo de máquinas também constantes: máquinas de fotos de passe especiais. Quem está de fora só se apercebe da animação através dos movimentos das pernas e dos pés por baixo das cortinas de plástico. Chegámos a ver no metro meninas com maços de fotografias e a trocar com as colegas. Pelo que soubemos, de fonte segura, é uma coisa que os miúdos começam a fazer e coleccionar a partir dos 6 anos até adultos.






Máquinas de todos os produtos

Não foi nenhuma novidade. Lá estavam elas sempre que tínhamos sede (mas não são só bebidas... existem com tudo: que tal noodles quentinhos?). Fáceis de trabalhar e baratas.






Carimbos

Das coisas deste post, os carimbos foram as únicas que aproveitámos e abusámos. Todas as estações, museus, teatros, torres, templos (!!), têm o seu. São bonitos, de graça e carimbam-se em passaportes de brincadeira, cadernetas de colecção ou folhas próprias para o efeito. Só reparámos nisso em Kyoto, mas a partir daí, sempre que chegávamos a qualquer estação ou entrávamos num edifício, as nossas antenas voltavam-se para essas maravilhosas mesinhas. Mas não nos vamos alongar com este assunto porque o livro das carimbadelas extraviou-se algures na viagem entre Tokyo e o Porto...


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

twitar

Depois de 11 horas encafuados num avião, outras 9 no aeroporto de Doha à espera da ligação para Frankfurt. As cadeiras do aeroporto têm braços e não nos permitem deitar.
Aqui ao lado, estão mais de 100 homens estendidos ao comprido, na alcatifa fofa de uma sala de orações islâmica. Conseguimos vê-los por uma janela e não nos parece que estejam a rezar. É o Ramadão. Queríamos ser muçulmanos por umas horas para experimentar a alcatifa mas temos medo do cheiro daquelas salas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Akihabara, Shibuya, Ikebukuro, Oji




The sky above the port was the color of television, tuned to a dead channel.
(...)
Crossing the arcade to stand beside her, high on the deal he'd made, he saw her glance up. Gray eyes rimmed with smudged black paintstick. Eyes of some animal pinned in the headlights of an oncoming vehicle. Their night together stretching into a morning, into tickets at the hoverport and his first trip across the Bay.
The rain kept up, falling along Harajuku, beading on her plastic jacket, the children of Tokyo trooping past the famous boutiques in white loafers and clingwrap capes, until she'd stood with him in the midnight clatter of a pachinko parlor and held his hand like a child.
Neuromancer, William Gibson, 1984



























domingo, 26 de setembro de 2010

Tokyo - Último dia



O nosso último dia completo em Tokyo foi passado, e muito bem passado, em Shibuya na companhia de um casal 1/2 português e 1/2 japonês. É o Mário e a sua cara metade (não nos atrevemos a escrever o nome porque o som que ouvimos pode ser outra coisa em japonês).
Ele escreve e fala japonês com todos os matadores e ela um português A+. Com eles aprendemos muitas singularidades deste "país de sonhos" (como diz a Miminhas) e, ao final do dia, ofereceram-nos o melhor dos rāmen desta viagem.
As nossas perguntas foram muitas e o intercâmbio cultural foi rico. Agora sim, vamos com a nossa bagagem completa.

Um desfecho em grande nestas férias!!

PS - Amanhã iniciaremos a viagem de regresso ao Porto. O voo está marcado para as 21 horas daqui. Até lá contamos dar as últimas voltas na cidade e escoar os ienes excedentes das nossas carteiras. (Natália e Zé: ainda tentámos ligar por volta das 17h daí mas não estava ninguém em casa, se não houver outra oportunidade só voltaremos a telefonar no dia 30 à noite ou 31 de manhã... quando chegarmos, beijinhos!!)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Comida



Sem a contenção das despesas estávamos a afirmar, com toda a certeza, que este país é o paraíso da alimentação. Assim, a gastar o mínimo, dizemos apenas que está lá perto. Não é novidade para ninguém: os preços por cá (de quase tudo) são proibitivos para os nossos bolsos. Alguns são mesmo anedóticos, como a fruta, por exemplo. Não estamos a inventar ao dizer que vimos uma caixinha em Osaka com uma meloa, uma maça e 2 pêssegos por cerca de 130 euros. Claro que essa caixinha era de madeira e tinha um óptimo embrulho mas a fruta solta, aqui, é vendida à unidade e é difícil encontrar uma maça por menos de 2 euros ou um cacho de uvas por 4 euros. Desde que chegámos comemos 2 maças, uma espetada de ananás e algumas bananas. No capítulo da fruta estamos conversados, alguns sumos comprados no supermercado resolvem a carência de vitaminas (e mesmo os sumos, quando olhamos para a composição - têm uns bonequitos com as percentagens :-/ vemos mais vegetais do que fruta. É couve de bruxelas, brócolos, cebolinho, beterraba e por aí fora).
Em relação às refeições temos boas notícias: o máximo que gastámos foram 10 euros numa refeição e o normal é gastar uns 5 euros a cada um, ou seja, mais barato do que o custo das refeições em qualquer país europeu. O segredo é simples:
1- Não entrar em nenhum "restaurante propriamente dito".
2- Usar e abusar das "caixinhas menu" que existem em qualquer supermercado, quiosque ou estação.
3- Comer nos milhares de restaurantes tipo fast-food (mas que não são fast-food) onde os menus são coloridos e existem combinações pré definidas, geralmente come-se num balcão corrido e os pedidos são feitos em máquinas de senhas.
4- Olhar para as réplicas dos pratos que quase todos os restaurantes têm na vitrina para ver se existe alguma combinação abaixo dos 900 ienes (+ ou - menos 9 euros).

Outra boa notícia é não ser necessário gastar dinheiro em bebidas porque em qq restaurante, comedouro ou botequim, somos sempre recebidos com 1 copo de água ou chá fresquinho, e ao lado existe um Thermos (sim, Thermos, dos verdadeiros... tipo a Tupperware) para atestar o copo quantas vezes forem necessárias. Claro que já comemos 2 vezes num MacDonalds mas à parte disso a comida é muito boa... estas imagens mostram apenas um bocado do que já comemos. O sushi ou o sashimi, que aqui é divinal, só os comemos no quarto do hotel ou nos comboios e comprados nos supermercados (o que não é mau sinal, atenção). Por lapso, ou porque a comida era tão boa que nem fugiu a lembrança para isso, ainda não fotografámos as refeições do peixe cru.