Já sabíamos da pequena obsessão por esta variante complicada de flippers. O que não conhecíamos era a loucura que reina em torno destas casas. O vício é muito e em todos os cantos existem casas pachinko, algumas com muitos andares. São barulhentas, empestadas de fumo e coloridas.
Este jogo gera receitas maiores que a industria automóvel do país. Pelos vistos, existem profissionais no assunto e apesar do jogo tipo casino ser ilegal no Japão existem formas de subverter a questão: as esferas amealhadas são trocadas por bens (gadgets electrónicos, bonecos ou comida) que depois são trocados por dinheiro noutras casas.



Estes vídeos do YouTube são bons: o primeiro mostra uma casa pachinko antes das bombas H, o segundo é de 1960 e o último é uma sequência do filme Tokyo Ga do Wim Wenders.
Máquinas de pescar
Comum ao pachinko e quase sempre lado a lado com este são as casas com máquinas de pinças para pescar, sobretudo, bonecos (e peluches gigantes) mas também as há para pescar comida, chocolates, relógios ou electrónicas... eles gostam daquilo :)








Fotos instantâneas manipuladas
Outro tipo de máquinas também constantes: máquinas de fotos de passe especiais. Quem está de fora só se apercebe da animação através dos movimentos das pernas e dos pés por baixo das cortinas de plástico. Chegámos a ver no metro meninas com maços de fotografias e a trocar com as colegas. Pelo que soubemos, de fonte segura, é uma coisa que os miúdos começam a fazer e coleccionar a partir dos 6 anos até adultos.

Máquinas de todos os produtos
Não foi nenhuma novidade. Lá estavam elas sempre que tínhamos sede (mas não são só bebidas... existem com tudo: que tal noodles quentinhos?). Fáceis de trabalhar e baratas.


Carimbos
Das coisas deste post, os carimbos foram as únicas que aproveitámos e abusámos. Todas as estações, museus, teatros, torres, templos (!!), têm o seu. São bonitos, de graça e carimbam-se em passaportes de brincadeira, cadernetas de colecção ou folhas próprias para o efeito. Só reparámos nisso em Kyoto, mas a partir daí, sempre que chegávamos a qualquer estação ou entrávamos num edifício, as nossas antenas voltavam-se para essas maravilhosas mesinhas. Mas não nos vamos alongar com este assunto porque o livro das carimbadelas extraviou-se algures na viagem entre Tokyo e o Porto...




















































