quinta-feira, 23 de setembro de 2010

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Engraçado, já lá vão tantos dias e não nos recordamos de ter visto alguém zangado, a discutir, ou mostrar qualquer tipo de descontentamento em público (a não ser um casal de turistas italianos em Kyoto).
Também podemos dizer que nunca sentimos perigo, seja ele qual for, assim como nunca nos sentimos enganados por alguém.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

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À medida se esgotam os dias parece cada vez mais distante a experiência de cantar numa cabine karaoke, jogar pachinko ou dilatar os poros  num onsen.

domingo, 12 de setembro de 2010

Tokyo - Jardim Este do Palácio Imperial, Ginza, Shiodome e Ikebukuro


















Nakagin Capsule Tower 1970/72 (Kisho Kurokawa)













Naoshima

Ontem fomos a Naoshima. Naoshima é uma ilha algures entre Honshū, a maior Ilha do Japão, e Shikoku, e 4ª maior ilha (ligada a Honshū por uma ponte enorme).
A jornada começou mal, pela primeira vez trocámos os comboios, não saímos onde deveríamos ter saído, enfim, só cagada. Fomos parar a Takamatsu (a tal ilha de Shikoku) e tivemos de voltar para trás, de volta a Okayama e aí, sim, apanhar o comboio certo para Uno (onde se situa o porto ferry para Naoshima).
A consequência deste engano não foi grande, limpou-nos apenas meio dia de passeio mas o resto foi bem aproveitado. Naoshima é uma ilhota minúscula dedicada à arte contemporânea. A arquitectura é quase exclusiva do Tadao Ando (com 7 edifícios construídos e mais 2 na calha) mas também por lá está a Sejima e outros que não conhecemos ou visitámos. A pontuar a paisagem vão aparecendo esculturas como as cabaças da Yayoi Kusama. O resto é composto por duas pequeníssimas aldeias (sem 7/eleven) compostas pelas casas dos pescadores autóctones (algumas convertidas por artistas em museus ou instalações).
O melhor da ilha está dentro dos "museus" (caros como o catano e onde não podíamos fotografar) onde destacamos um momento sublime, no Museu de Arte Chichu, ao contemplar um pátio concebido pelo artista James Turrell em colaboração com o arquitecto Tadao Ando. Estes museus são especiais e não primam pela quantidade de obras exibidas, muito pelo contrário, são alas inteiras dedicadas a uma obra exclusiva ou, por exemplo, aos 5 mais famosos quadros de nenúfares do Monet. Muito bom, nota 5.
Fora dos museus, o momento sublime surgiu ao anoitecer com as ilhotas a ecoarem um som ribombante e distante dos barcos ao largo.
PS- O boneco que aparece na primeira foto é o Rapaz Pêssego, o herói de Okayama.