Estamos num comboio, entre Takayama e Nagoya. O senhor dos bilhetes, na estação, foi com a nossa cara e deu-nos o primeiro lugar no comboio. Entre nós e a paisagem há apenas a cabine do maquinista separada por 2 grandes vidros. Uma sorte, temos uma visão privilegiada da linha, da sinalética atolambada do maquinista e porque este percurso é bonito (é o início dos "Alpes Japoneses" com montes, riachos e florestas das ilustrações e dos postais).
Takayama tem o apelido de "a pequena Quioto". Como ainda não conhecemos Quioto, não conseguimos validar a veracidade desse título. Mas pequenina é. Chegámos por volta das 3 da tarde depois de termos feito um percurso de shinkansen (o comboio bala) entre Tóquio e Nagoya (a cidade da Toyota) e, outro, num comboio normal entre Nagoya e Takayama. O alojamento reservado foi o J-hoppers, um hostel 97% direccionado aos turistas estrangeiros. Sim, porque Takayama vive muito do turismo, especialmente do interno, muito embora, aqui, os ocidentais pareçam muitos. Mas isso é porque se destacam facilmente dos outros e porque a cidade é pequena.
Ficámos num dormitório de 8 camas em beliche, mas com o espaço bem organizado, com umas cortinas a dividir os pequenos compartimentos de madeira onde se confinavam um colchão e espaço para colocar a mochila, tomadas individuais, candeeiro, etc. Se olharmos para o preço, o staff amistoso e as facilidades deste hostel (Wi-Fi grátis, lavandaria, cozinha equipada para poupar nas refeições e pequenos almoços, etc.) a classificação atribuída é de A+
Com uma dose de sorte chegámos no dia do festival ... , qualquer coisa como o Festival de Fogo de Artifício Seguro nos Braços. Algo nos diz que eles são um bocado otakus por fogos de artifício. Mas para nós, turistas portugueses, mais engraçado do que o fogo de artifício eram os oh's, ah's e as palminhas que as meninas vestidas de quimono (algumas) lançavam a cada foguete.
No dia seguinte fomos numa van do hostel visitar uma aldeia que ostenta o título de Património Vivo da Unesco. Chama-se Shirakawa-go e o estilo das casas de telhado inclinado e de palha (gassho-zukuri), assim como o estilo de vida, é, segundo dizem, únicas no mundo.
Como companheiros de viagem nesta deslocação a 1 hora de Takayama (sempre a direito, por túneis que furavam as montnhas, claro) tivemos a companhia de um inglês (que nos fez lembrar o Vasco) e de uma família chinesa de Lyon. A mulher chinesa de Lyon era chatinha e fazia muitas perguntas ao motorista. Por exemplo:
P: Qual é o ordenado médio no Japão?
R: Depende muito do trabalho e quanto se trabalha.
P: Mais ou menos?
R: Depende das horas extraordinárias, se as fazes ou não e, claro, se a empresa as paga.
P: Sim, mas por alto?
R: hum... 700 ienes por hora, o mínimo usual aqui.
1 comentário:
Cá estamos nós a ver a vossa passagem do dia 12. Relvados verdinhos que até os cobicei para o nosso jardim. Nós cá vamos bem Graças a Deus. A Queridinha também está satisfeita. Está em Atenas.
Beijinhos e muita alegria por aí.
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